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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Sobre o que me consome

Sinto orgulho em saber
que meu passado me permitiu
ter mais sensibilidade.
Hoje me sinto menos tempestuosa e
mais, bem mais pronta, próxima de mim,
do que fui, do que sou, dessa pessoa
que o tempo me fez.
Hoje, sou mais compreensiva
diante desse futuro que me brinda
com gentil delicadeza.
Surpreendo-me quando
me pego espalhando flores
no caminho que cruzo.
Quem sabe essa não seja
a confirmação de que preciso continuar.
Acho que isso é o que me salva todos os dias.
É essa esperança de vida que me consome.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Transbordei

Se você soubesse a quantidade de coisas boas que eu sentia quando o seu cheiro e a sua mão estavam perto de mim. Era como se o mundo lá fora fosse um mero expectador da nossa vida aqui dentro. Lembra do nosso projeto de ontem? O agora. Viver - com tudo o que a gente podia - a inteireza do instante. Eu serenava ao teu lado. 

Se você soubesse o que acontecia quando o seu sorriso olhava pra mim. Era como se todas as estrelas encontrassem a mesma sintonia do brilho. Era como se todas elas resolvessem iluminar o nosso caminho e abençoar essa "coisa" bonita que a gente sentia um pelo outro. Sei, é que os momentos mais bonitos dessa passagem que uns chamam de Vida e outros de Sobrevivência, era ao teu lado que eu estava. Sendo quem eu gostaria.

Se você soubesse os territórios que eu percorri, os excessos que eu enxuguei, as culpas que eu assumi. Se você soubesse as tempestades que eu desdobrei, as manhãs nubladas e os finais de tarde no mais profundo ócio que eu me encontrei. E me desconheci inteiramente por isso: pelas fraquezas que passei a conhecer em mim e pela forma absurda que você cresceu aqui dentro. 

Se você soubesse os altos e baixos que passei, o quanto eu mudei, o quanto eu cresci mais mulher com a tua falta. Com as tuas ausências. Com os teus não-telefonemas, as tuas não-canções de amor, as tuas não-mensagens. E de como isso foi essencial para que eu chegasse aqui. Outra. Nova.

Se você soubesse o quanto eu transbordei ao escrever essas linhas. Mas você nunca saberá.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

quem é quem.....

Eu posso não saber nada de amor. Eu posso não saber como trazer seu amado em três dias. Eu até 

posso não ter conhecimento de algum assunto que você queira discutir comigo.

Eu posso não saber nada de santos, de preces, de milagres. Eu posso não ser santa (e quem disse que 

um dia eu quis ser?)

Mas se tem uma coisa que eu sei, é quem me faz bem. Eu sei quem me acrescenta, quem me torna 

uma pessoa melhor a cada sorriso, a cada carinho partilhado, a cada palavra. Esses, ah! Eu sinto de 

longe.

Deve ser porque a nossa essência se comunica. Sem que palavra alguma precise ser dita. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Cuidado, Frágil.


O que mais me encanta no ser humano é quando ele consegue enxergar suas próprias fraquezas. 

Diariamente somos testados por nossos medos, nossas fragilidades, nossas incertezas. Vivemos rodeados de gente que se busca, que se perde, que não se entende. Mas sente. De alguma forma as pessoas aprenderam a sentir. Algumas numa intensidade tamanha; outras a sua maneira. Rasa. Mas sentem. E isso já é lindo.  

Hoje, eu consigo enxergar a vida de uma forma diferente da que eu tinha ontem. E que felicidade reconhecer isso. Que alegria saber que eu posso mudar do dia para a noite. Ou o reverso disso. A ordem dos fatores é só um detalhe. O que vale mesmo é ouvir-se no meio deste turbilhão que trazemos dentro. 

Temos uma fome insaciável de felicidade. Queremos tudo ao mesmo tempo.  Queremos amar e ser amados. Queremos sorrir e ficamos felizes quando somos retribuídos. Nós queremos, buscamos, corremos. E o que somos nisso tudo? 

Penso que somos as sementes do que lemos, das experiências que tivemos, do que a gente aprendeu na escola da vida. E como aprendemos. Todos os dias. Somos referências para alguns e temos outros como a nossa. Queremos ser eles, quando crescermos.  

O tempo passou e cá estamos nós. Sós. Querendo carinho, querendo um afago, um abraço sincero. Um abraço de urso. Somos humanos. Podemos ser sorrisos e lágrimas em uma mesma nota. Somos equilibristas no trapézio da vida. Somos. Tanto. Tantos.

E sem querer agimos por impulso. Falhamos. Decepcionamos. E nos decepcionam também. E a gente tem que aprender a lidar, a driblar, a viver. A fraqueza que eu comentei logo no início, é daquela parte da gente que pouco fala, que pouco é ouvida. Daquela parte que, na nossa pressa, deixamos de lado. Deixamos para depois. Para um dia desses, quem sabe. Se der tempo. 

Por isso, é que todos os dias eu tento me entender. E me perdoar. E me amar, mesmo com as fraquezas que tenho. Eu me aceitei assim. Imperfeita. Impura. Frágil. Humana. Na essência do sentimento. E da palavra que ela quer dizer.
Falo emprestando palavras.......