Deve existir algo estranhamente sagrado no sal: está em nossas lágrimas e no mar...
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Como me tornei louca
Perguntaram-me como me tornei uma louca. Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas- as sete máscaras que tinha confeccionado e usado em sete vidas- e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando: "Ladrões, malditos ladrões!"
Todos ao redor riam de mim, e alguns correram para longe, com medo de mim.
E quando cheguei à praça, uma menina de longos cabelos vermelhos, trepada num ipê rosa gritou: "ela é uma louca!"
Olhei para cima, para vê-la; o sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: "Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras"
Assim me tornei uma louca.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura. A liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que diz nos compreender escraviza alguma coisa em nós.
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas- as sete máscaras que tinha confeccionado e usado em sete vidas- e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando: "Ladrões, malditos ladrões!"
Todos ao redor riam de mim, e alguns correram para longe, com medo de mim.
E quando cheguei à praça, uma menina de longos cabelos vermelhos, trepada num ipê rosa gritou: "ela é uma louca!"
Olhei para cima, para vê-la; o sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: "Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras"
Assim me tornei uma louca.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura. A liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que diz nos compreender escraviza alguma coisa em nós.
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