Não estou falando de um mundo cor-de-rosa ou
de pessoas perfeitas, sempre prontas para
nos acolher, amar, caminhar ao nosso lado.
Não falo disso, mas da tristeza nos olhos de
quem vira as costas e a gente não vê. A
beleza por dentro de um peito encouraçado
que
a gente não sente. A solidão de quem afasta
um amor e se deita em camas tão frias. É do
instante quando os olhos se perdem no nada e
nenhuma mentira é capaz de enganar a si
mesmo. É desse instante solitário, desse
instante sem abraço, que eu digo. Todo mundo
vai virar as costas ou dizer que merece
coisa melhor ou debochar das mentiras que
eles contaram… mas a gente pode sempre
voltar e acolher com amor, ser os primeiros a
começar. Afinal, se a hostilidade do mundo
despertar a nossa, quem vai ser o primeiro a
sorrir?

