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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ELE

Eu não dormia sem pensar em você, e ouvir sua voz me bastava pra te sentir perto. 
E planejar nós dois era o suficiente pra acreditar que um dia serias meu.
Te sentia junto de mim enquanto você me comia com as palavras, e matava a minha vontade com a sua.
Promessas de um amanhã não muito distante, que nunca chegou, mas me fez tão feliz.
Eu te quis tanto que acho que sobrou querer pra vida inteira.
Você foi a sacanagem mais doce que eu já vivi, o cara que me teve mesmo sem rótulos, e me fez me sentir amada mesmo sem ter dito que era amor.
Mas foi amor quando você me ligou no meio da noite, falando de saudade.
Foi mais amor ainda quando, mesmo entre tantas, fez com que eu me sentisse única.
A nossa história terminou sem ter fim. E a sua ausência é um vazio que cara nenhum conseguiu preencher.
Tô te esperando voltar pra escrever nosso recomeço e, entre linhas, coxas e lábios, me sentir (só) tua outra vez.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

emoções? tenho, temos....

Mas dirás assim, por exemplo, como você sabe, sim como você sabe, a gente, as pessoas, infelizmente têm, temos, essa coisa, emoções, mas te deténs, infelizmente? o outro talvez perguntaria por que infelizmente? então dirás rápido, para não desviar-te demasiado do que estabeleceste, qualquer coisa como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra. Há os níveis-não-formulados, camadas imperceptíveis, fantasias que nem sempre controlamos, expectativas que quase nunca se cumprem, e sobretudo emoções. Que nem se mostram. 

(Caio F. in: Os dragões não conhecem o paraíso)