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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ELE

Eu não dormia sem pensar em você, e ouvir sua voz me bastava pra te sentir perto. 
E planejar nós dois era o suficiente pra acreditar que um dia serias meu.
Te sentia junto de mim enquanto você me comia com as palavras, e matava a minha vontade com a sua.
Promessas de um amanhã não muito distante, que nunca chegou, mas me fez tão feliz.
Eu te quis tanto que acho que sobrou querer pra vida inteira.
Você foi a sacanagem mais doce que eu já vivi, o cara que me teve mesmo sem rótulos, e me fez me sentir amada mesmo sem ter dito que era amor.
Mas foi amor quando você me ligou no meio da noite, falando de saudade.
Foi mais amor ainda quando, mesmo entre tantas, fez com que eu me sentisse única.
A nossa história terminou sem ter fim. E a sua ausência é um vazio que cara nenhum conseguiu preencher.
Tô te esperando voltar pra escrever nosso recomeço e, entre linhas, coxas e lábios, me sentir (só) tua outra vez.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

REAÇÃO

Entre os anos 70 e 80, Marina Abramovic viveu um intensa história de amor com Ulay. Quando sentiram que a relação já não tinha a chama de outros tempos, cada um seguiu o seu caminho. Mas em 2010, quando Marina já era artista consagrada, o Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva à sua obra. Nessa retrospectiva, Marina partilhava um minuto de silêncio com cada estranho que se sentasse à sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse, e foi assim que aconteceu...

ASSISTA AQUI

domingo, 19 de maio de 2013

primeira pessoa

Há nela um amontoado de histórias, uma legião de dores e um tantão de sonhos.
Ela sabe que ser santa não garante o lugar no céu, e por isso nem se preocupa em seguir as convenções.
Ela tem muitas urgências, mas tem medos.
Dúvidas gigantes a assombram, mas as certezas, maiores ainda, embalam o balanço da rede.
Conhece bem o teor dessa história, que não é nova; e todos os nós na garganta que podem acontecer no caminho. Mas no impeto de agarrar a felicidade de joga no incerto e vai. Segue!
Ela sabe ter o coração acelerado, o corpo suado, e beijo perfeito, e torce, com todo o coração, que saibam, os dois, ter a delicadeza necessária para deixar o sentimento fluir, se tiver que fluir.
Ela acredita que  "amor" combina muito mais com "viver" do que com "guardar".

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Tua


Você me olha como se eu fosse a mulher mais linda do mundo. E, porque você me olha, eu sou. Nunca ninguém me olhou como você, eu digo. Você é que não percebe como os homens te olham, você responde. Minha primeira reação é refutar tua hipótese, mas tenho que admitir que ela faz sentido. Não reparo, mesmo, os olhares do outro. Escondo-me, arredia, temerosa. Medo de quê? Do que eu provoco no outro ou do que posso provocar em mim mesma? Ambos, talvez. Medo do descontrole. Descontrole é o que sinto quando você me olha com teus olhos de precipício, teus olhos de comer fotografia, teus olhos que enxergam quem eu sou quando sobrepujo o medo de não saber quem eu sou. Nesses momentos, sou menina, mulher, tímida, expansiva, voraz, contida, sou as duas faces da mesma moeda, sou todas as moedas do mundo. Sou tudo aquilo e nada disso quando você me olha com aquele olhar jocoso que me arranca um sorriso involuntário todas as vezes em que me despe. E nem precisa me despir, quando nos conhecemos eu estava vestida da cabeça aos pés, bota, calça comprida, casaco, cachecol, cabelo preso, não queria seduzir, queria me esconder, queria correr, e corri, e ainda corro, mas teus olhos sempre me alcançam, uma, duas, quarenta e três, cem, mil vezes você vai me pegar, e me despir, e eu vou fugir, e fingir, mas vou esperar, e vou gostar. Vou ser a mulher sensual, a neurótica chata, a menina boba, vou ser aquelas que sei, muitas que ainda não conheço e todas que você inventar com o seu olhar. Porque o que ele me diz, e é só o que preciso saber, é que posso ser qualquer uma - desde que seja tua. E eu sou.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sobre o que não fomos, por Karla Tabalipa . (Ou Desamando)

 
 
Eu ia ser tão sua, que o mundo inteiro ia me olhar e enxergar você.
Ia me jogar no seu colo quando você chegasse, e passar o dia assim, morando no seu abraço.
Ia dedicar a você, banhos e poesias. Te beijar como se fosse a última vez. Te amar a noite toda, o dia inteiro, o resto da vida.
Não me importaria em ser clichê, piegas, melosa demais, se fosse só sua e você fosse só meu.
Ia lembrar de você escutando as músicas mais lindas do mundo, e te ligar de madrugada, só pra lembrar o quanto você é importante pra mim.
Ia ser toda sua. De corpo e coração. Ia encher sua carteira de bilhetes, lembrando o quanto você e lindo, e melhor do que todos os outros caras do planeta inteirinho.
Ia mandar mensagem no meio do dia pra não te deixar esquecer, que não esqueço de você.
Ia te prender com pernas, letras e coração. E ainda sim, te deixar ir, só pra te ver escolhendo ficar.
Ia ser sua paz e seu desassossego. Sua menina e sua mulher.
E sua, sempre sua, só sua. Tão sua, que ninguém ousaria tentar me tirar de você. Tão sua, que você não teria o menor medo de me perder.
Eu teria sido sua, se não fosse o medo de um dia você deixar de ser meu. 



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Todos os sentimentos do mundo

 
delicada, carrega uma vontade enorme nas mãos, e todos os sentimentos do mundo. determinação e curiosidade nunca faltam, nem mesmo quando a preguiça insiste em ficar. leva o arco-íris em cada fio de cabelo e nos olhos, tudo o que cintilar. tem medo de reviravoltas muito bruscas, mas coragem suficiente para enfrentá-las. gosta de vermelho, roxo, cores, rimas, brisa fresca, sombra, música, violão, flores, arte, cinema, abraço, cheiros e tudo mais que provoca arrepios. procura sempre pela próxima poesia que a espera na esquina. e, quando encontra com si mesma, escreve. e como escreve. se entrega nas menores coisas, aprendeu que é assim que se descobre os pequenos prazeres. se preocupa um tanto com o futuro, mas não esquece que ele depende do agora. fica por demais feliz quando consegue levar alegria a alguém. cultiva jardins secretos e colhe bem-me-quer. algumas vezes, tem nuvens demais nos pés. gosta de descansar do chão. é muito mais chegadas que partidas, muito mais lua que sol. tem dias que amanhece urgências e inaugura noites. se equilibra na linha tênue, sem perder o compasso. leva uma certeza no bolso: guardar o tempo, ajuda a traçar o contorno da vida.

[Renata Carneiro, praticamente falando por mim]

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O amor tirou de mim tudo que era falta


'O que me interessa no amor, não é apenas o que ele me dá, 
mas principalmente, o que ele tira de mim: 
a carência, a ilusão de autossuficiência, 
a solidão maciça, a boemia exacerbada para suprir vazios. 
Ele me tira essa disponibilidade eterna para qualquer um, 
para qualquer coisa, a qualquer hora. 
Ele apazigua o meu peito 
com uma lista breve de prós e contras. 
Mas me dá escolhas. 
Eu me percebo transformada pelo que o amor
 tirou de mim por precisar de espaço amplo 
e bem cuidado para se instalar. 
O amor tira de mim a armadura, 
pois não consigo controlar a vulnerabilidade 
que vem com ele; tira também a intransigência. 
O amor me ensina a negociar os prazos, 
a superar etapas, a confiar nos fatos.
 O amor tira de mim a vontade de desistir com facilidade,
 de ir embora antes de sentir vontade, 
de abandonar sem saber por quê.
 E é por isso que o amor me assombra 
tanto quanto delicia. 
Porque não posso virar as costas
 pra uma mania quando ela vem 
de uma pessoa inteira. 
Porque eu não posso fingir que quero estar sozinha
 quando o meu ser transborda companhia. 
O amor me tira coisas que eu não gosto, 
coisas que eu talvez gostasse, 
mas me dá em dobro o que nunca tive: 
um namoramento por ele mesmo. 
O amor me tira aquilo que não serve mais 
e que me compunha antes.
 O amor tirou de mim tudo que era falta.'


[Marla de Queiroz]

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder


Se partires, não me abraces – a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.

Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces –

o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém – longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar); e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.
Se me abraçares, não partas.
Maria do Rosário Pedreira

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A arte de esconder cores e adestrar asas...

Juntei as cores, uma a uma, roubadas de sonhos infantis.
Pra que os outros não teimassem em roubá-las de seu destinatário, escondi sobre uma densa camada de açúcar. Chamei de jujubas.
Pra que elas ficassem bem acomodadas, tirei um vício do bolso e pintei com cheiro de bom dia. Sentaram umas sobre as outras em uma aquarela doce.
Prometi dar um teto estrelado, pras cores não ficarem deprimidas no claustro provisório. Peguei um par de asas novinhas e fui catar estrelas. Queimei as pontas dos dedos, mas nada que um ou dois sopros sorridentes não curem.
O toque final seria uma película transparente de intenções e uma fita bonita.
Estava pronto o presente.
Estava treinando uma nova mágica: fazer rodas gigantes não parecerem tão assustadoras, e devolver sonhos à alguém, pra que lembrasse como voar.







Régis Falcão

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Diagnóstico



O amor é uma das doenças mais bravas e contagiosas. Qualquer um reconhece os doentes dessa doença. Fundas olheiras delatam que jamais dormimos, despertos noite após noite pelos abraços, ou pela ausência de abraços, e padecemos febres devastadoras e sentimos uma irresistível necessidade de dizer estupidez. O amor pode ser provocado deixando cair um punhadinho de pó de me ame, como por descuido, no café ou na sopa ou na bebida. Pode ser provocado, mas não pode impedir. Não o impede nem a água benta, nem o pó de hóstia; tampouco o dente de alho, que nesse caso não serve para nada. O amor e surdo frente ao Verbo divino e ao esconjuro das bruxas. Não há decreto de governo que possa com ele, nem poção capaz de evitá-lo, embora as vivandeiras apregoem, nos mercados, infalíveis beberagens com garantia e tudo.
Eduardo Galeano

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Que eu seja "o seu lugar no mundo"


Que meus braços sejam berço para o seu cansaço,
meus beijos coragem para suas batalhas,
meus olhos certeza da sua chegada.

Renata Fagundes

domingo, 19 de junho de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O próprio é o maior.

Eu já disse que me amo hoje?????



quarta-feira, 23 de março de 2011

 COMO EU SOU GIRASSOL , VOCÊ É MEU SOL.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Não deveria se chamar amor

O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor
Poderia se chamar nuvem
Pois muda de formato a cada instante
Poderia se chamar tempo
Porque parece um filme que nunca assisti antes
Poderia se chamar labirinto
Pois sinto que não conseguirei escapulir
Poderia se chamar aurora
Pois vejo um novo dia que está por vir.
Poderia se chamar abismo
Pois é certo que ele não tem fim
Poderia se chamar horizonte
Que parece linha reta, mas sei que não é assim.
Poderia se chamar primeiro beijo
Porque não lembro mais do meu passado
Poderia se chamar último adeus
Que meu antigo futuro foi abandonado.
Poderia se chamar universo
Porque nunca o entenderei por inteiro
Poderia se chamar palavra louca
Que na verdade quer dizer aventureiro.
Poderia se chamar silêncio
Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

a cor e sabor do meu amor

Tu partistes para mim
e eu parti para ti
e nos transpusemos.
O mar abriu-se em bocas
cujos lábios
jogavam beijos para o céu
na espuma branca das ondas.
Faz-se nosso alimento
no plasma
que nos doamos
nas transfusões de calor.
Abriram-se as flores
no recado
que o vento trouxe
com perfume.
Faz-se a nossa reza
para o bem durar
sem medo de acabar.
Tudo é natural.
Nós acontecemos simplesmente
no que tem de ser
e caminhamos nas horas
dos ponteiros
o tempo que exprimimos
nos dias e nas noites
do fazimento do nosso amor.


Do meu poeta preferido