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segunda-feira, 4 de julho de 2016

refém



Com dias programados, se desprogramou de grandes 

expectativas. Não atendia aos telefonemas do inesperado. 

Se tornou estrada com placas demarcando limites. Quando 

sentimentos desavisados resolviam fazer "canturia" nas 

janelas do seu coração, de imediato passava a tranca 

no sótão dos sonhos e dormia embalada pelo silêncio da 

noite. Mesmo com todo esse cuidado, em um piscar de 

olhos foi sequestrada por um sorriso, sua armadura 

queimada por palavras docemente firmes. Bastou um 

pequeno gesto e todos os muros, toda a segurança havia 

caído. Se tornou uma sem teto, com pés descalços, sorriso 

fácil, refém nos braços da poesia.

sábado, 11 de maio de 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Por que você não arruma namorado?

Você não entende como não começa um relacionamento, como não se apaixona novamente, como não muda de vida.
Reclama da ausência de opções. É bonita, inteligente, divertida.
Minha hipótese é que não abandonou o passado.
Mantém flertes com o ex indiferente, ou continua saindo com sujeito que jamais assumirá o romance.
Raciocina que, enquanto não vem o escolhido, o príncipe, pode se entreter com velhas paixões.
Mas todos pressentem quando uma mulher está enrolada, todos intuem o caso mal resolvido, e não se aproximam.
Não virá ninguém para espantar os corvos e dissolver essa atmosfera pesada de Prometeu.
É trabalho em vão soterrar o precipício. Mulher desinteressada é impossível.
Ninguém ousará quebrar o monopólio de sua dor.
Você cheira a encrenca, cheira fidelidade a um terceiro. Seus ouvidos estão lentos, sua boca paira em distante lugar, seus olhos se distraem seguidamente.
Não tem brilho na pele, porém tensão nos ombros.
Sua respiração é um poço de suspiros.
Vive ansiosa por notícias, por reatos, mensagens. Não presta atenção, não se entrega para as casualidades.
Quem enxerga fantasmas não vê os vivos.
Não dá para começar um novo amor sem abandonar os anteriores. Errada a regra que a gente somente esquece um amor antigo por um novo.
Está com o corpo fechado, costurado, mentindo que já não sofre mais com as cicatrizes.
Espera herança, não sai para trabalhar ternuras.
Mendiga retornos, não cria memória.
Sua nudez não responde ao pedido da curva. Nem balança com a música favorita.
Está tomada do carma, do veneno, do ressentimento.
Pensa que está bem, mas está em luto. Uma mulher em luto não permite arrebatamentos, afasta-se na primeira gentileza que receber, recusa a prosperidade das pálpebras piscando nos bares e restaurantes.
Você nunca vai encontrar seu namoro, seu casamento, sua paz, se não terminar de se arrepender.
É preciso guardar o máximo de ar, ir ao fundo, descer na tristeza e nadar para longe dela.
Não amará outro alguém sem solucionar pendências, sem recusar o homem que não a merece, o homem que não vai embora e tampouco fica.
Não amará outro alguém sem abandonar algumas horas de alívio em motéis.
Não amará outro alguém se não bloquear as recaídas, se insistir em ressuscitar as promessas.
Uma mulher nunca será inteira se mantém romances quebrados.
Nunca estará presente.
Nunca estará aqui.
Entenda, minha amiga, só ama quem está disposta a ser amada.

[Fabrício Carpinejar]

terça-feira, 5 de março de 2013

Aquilo que inventei

Quer saber um segredo? As pessoas mentem. Nem todo mundo viveu um amor. E não é todo mundo, desculpa a franqueza, que vai ter a chance, a sorte, a ousadia de viver um sentimento tão puro como esse. Eu queria de uma forma meio desesperada que fosse amor. E dizia que era. Até sentia que era. Sentia porque eu queria, muito, sentir. Mas, olha, não era. Não era, não foi. A gente não foi tudo aquilo, não. Aquilo era uma paixão forte, uma coisa que me tocou, me mexeu, me revirou, chegou sem fazer barulho, pé por pé e depois fez um estardalhaço grande aqui no meu peito, na minha vida, nos meus dias, nas minhas noites. Aquilo quase me destruiu por dentro e por fora. Acho que você não entende direito o que quero dizer, mas quem já viveu uma paixão violenta e arrebatadora sabe do que estou falando. Dói, ai, como dói. E arrebenta por dentro. Arrebenta feito balão de festa. Estoura, entende? Estoura e não sobra nada, não sobra um pedacinho pra contar história.
E o que é mais louco é saber que me apaixonei por alguém que não existe. Eu te inventei. O modo que te via,  foi inventado por mim. E o que você é de verdade, não é pra mim, é pouco...

Quero um homem que, no mínimo, tenha um pau maior que o meu. Não o membro, mas nas atitudes. 


Pensando hoje, sem fortes emoções, me liguei que não fui eu que te fiz sentir um merda (como vc insistia em afirmar) , te fiz enxergar isso, mesmo sem querer. 

Muito bom perceber isso. Estou livre!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Todos os sentimentos do mundo

 
delicada, carrega uma vontade enorme nas mãos, e todos os sentimentos do mundo. determinação e curiosidade nunca faltam, nem mesmo quando a preguiça insiste em ficar. leva o arco-íris em cada fio de cabelo e nos olhos, tudo o que cintilar. tem medo de reviravoltas muito bruscas, mas coragem suficiente para enfrentá-las. gosta de vermelho, roxo, cores, rimas, brisa fresca, sombra, música, violão, flores, arte, cinema, abraço, cheiros e tudo mais que provoca arrepios. procura sempre pela próxima poesia que a espera na esquina. e, quando encontra com si mesma, escreve. e como escreve. se entrega nas menores coisas, aprendeu que é assim que se descobre os pequenos prazeres. se preocupa um tanto com o futuro, mas não esquece que ele depende do agora. fica por demais feliz quando consegue levar alegria a alguém. cultiva jardins secretos e colhe bem-me-quer. algumas vezes, tem nuvens demais nos pés. gosta de descansar do chão. é muito mais chegadas que partidas, muito mais lua que sol. tem dias que amanhece urgências e inaugura noites. se equilibra na linha tênue, sem perder o compasso. leva uma certeza no bolso: guardar o tempo, ajuda a traçar o contorno da vida.

[Renata Carneiro, praticamente falando por mim]

domingo, 3 de abril de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tudo muda, nada muda.

Há um ano atrás eu estava loira, bronzeada e tomada por fungos no cérebro. Hoje, passado um ano, estou de cabelos castanhos, branquinha e sem nada na cabeça por ainda te amar como antes.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Alguém me explica?

Porque é tão raro pessoas que fazem o que dizem?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O mundo é um moinho


Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés.
– Cartola

sábado, 13 de junho de 2009

Noite sem lua




ah, que ninguém me dê piedosas intenções!


ninguém me peça definições!


ninguém me diga: 'vem por aqui'!


a minha vida é um vendaval que se soltou.


é uma onda que se levantou.


é um átomo a mais que se animou...


não sei por onde vou,


não sei para onde vou,


sei que não vou por aí.


'poemas de deus e do diabo' - josé régio

quinta-feira, 7 de maio de 2009

...

Acabo de cancelar minha viagem ao Paraíso!
Podem me chamar insana, mas penso que,
talvez, o Paraíso não mereça minha visita.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

tempo...

Posso te esperar a vida toda, só não se atrase.

nem veio e já foi...

A madrugada
Traz o desespero dos amantes solitários
daqueles que nadam em círculos
No limite de seus aquários