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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sobre o que não fomos, por Karla Tabalipa . (Ou Desamando)

 
 
Eu ia ser tão sua, que o mundo inteiro ia me olhar e enxergar você.
Ia me jogar no seu colo quando você chegasse, e passar o dia assim, morando no seu abraço.
Ia dedicar a você, banhos e poesias. Te beijar como se fosse a última vez. Te amar a noite toda, o dia inteiro, o resto da vida.
Não me importaria em ser clichê, piegas, melosa demais, se fosse só sua e você fosse só meu.
Ia lembrar de você escutando as músicas mais lindas do mundo, e te ligar de madrugada, só pra lembrar o quanto você é importante pra mim.
Ia ser toda sua. De corpo e coração. Ia encher sua carteira de bilhetes, lembrando o quanto você e lindo, e melhor do que todos os outros caras do planeta inteirinho.
Ia mandar mensagem no meio do dia pra não te deixar esquecer, que não esqueço de você.
Ia te prender com pernas, letras e coração. E ainda sim, te deixar ir, só pra te ver escolhendo ficar.
Ia ser sua paz e seu desassossego. Sua menina e sua mulher.
E sua, sempre sua, só sua. Tão sua, que ninguém ousaria tentar me tirar de você. Tão sua, que você não teria o menor medo de me perder.
Eu teria sido sua, se não fosse o medo de um dia você deixar de ser meu. 



domingo, 30 de janeiro de 2011

me sinto estranha...




Vai ver

porque hoje é o Dia 

da Saudade...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

FREDDY KRUEGER


"Tentaram de todas as maneiras. Estrangulamento. Sufocamento com travesseiro. Corda de nylon. Experimentaram com faca, com tesoura, com punhal. Tiros, cento e dezenove. Morderam. Enfiaram o dedo e rasgaram, e puxaram, e retorceram. Veneno! De rato! Machado, enxada, porrete. Jogaram do trigésimo sétimo andar. Atropelaram. Amarraram na traseira de um ônibus verde, de turismo. Derrubaram da moto, sem capacete. Pisotearam. Fizeram vodu. Espada. Escopeta. Chute. Gasolina e fósforo. Serra-elétrica. Gilete. Cadeira elétrica. Precipício. Lança-chamas. Empurraram da escada. Afogamento. Guilhotina. Seringa com HIV positivo. Malária. Jogaram de um avião. Colocaram num caixão, acorrentaram e enterraram. Overdose de cocaína. Cortaram em mil pedaços.
E, agora, estavam os dois ali, olhando para aquele ser amorfo, amarrotado, rasgado, sangrando, pulsando e respirando em cima da cama, com uns olhos deste tamanho e um pedaço de sorriso de escárnio agarrado nos dentes da frente. 
- Bem que disseram que essa porra desse tal de amor não morre"
 Relendo nossa história, ouvindo nossas músicas percebi que o tempo ainda não foi suficiente para apagá-lo da minha memória...será que vc ainda passa por aqui? Ainda senta na minha varanda para me ouvir? 
   Inevitável sentir sua falta. Mas a vida continua, sem você.
Ainda dolorida.