Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade. Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês. Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
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segunda-feira, 20 de julho de 2015
terça-feira, 22 de julho de 2014
O tempo
Na hora da saudade, da tristeza, do desamparo, é com ele que contamos: o tempo.
Queremos dormir e acordar dez anos depois curados daquela idéia fixa que se instalou no peito, aquela obsessão por alguém que já partiu de nossas vidas. No entanto, tudo o que nos invadiu com intensidade, tudo o que foi realmente verdadeiro e vivenciado profundamente não passa. Fica. Acomoda-se dentro da gente e de vez em quando cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência. O grande segredo é não se estressar com este inquilino incômodo, deixá-lo em paz no quartinho dos fundos e abrir espaço na casa para outros acontecimentos.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
low profile
Nem se discute: discrição é uma qualidade rara. Gente que não fala muito de si mesmo e que não conta vantagem é um luxo. Nada como uma vida low profile, com direito a sorrisos enigmáticos e silêncios providenciais.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Sobre quando puder retribuir
Eu gostaria de viver com você,
mas não foi por isso que vim.
A intenção é unicamente deixá-lo saber
que é amado e deixá-lo pensar a respeito,
que amor não é coisa que se retribua de imediato,
apenas para ser gentil.
Se um dia eu for amada
do mesmo modo por você,
me avise que eu volto,
e a gente recomeça de onde parou,
paramos aqui.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Sou uma mulher
Sou uma mulher mais ou menos abandonada
Um pouco me dou o direito
um pouco aconteceu assim
Ás vezes cansa ser independente
Hoje me sustente não me deixe me alimente
Quero alguém para pentear meus cabelos
Sou uma mulher mais ou menos maltratada
Um pouco por descuido
Um pouco por querer
Gosto da impressão esfomeada
Ás vezes cansa ser milionária
Quero sair das páginas dos jornais
Hoje me adote me faça um carinho deboche
me ponha no colo e abotoe minha blusa
Me faça dormir e sonhar com o mocinho
Sou uma mulher mais ou menos alucinada
Um pouco foi o acaso
Um pouco é exagero
Hoje me expulse se irrite me bata
diga abracadabra
E me faça sumir
às vezes cansa ser louca demais
Mas gosto do medo que sentem
De se envolver com uma mulher assim
Hoje quero alguém mais ou menos
Apaixonado por mim.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Não era amor
"Se era
amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética.
Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que
aconteceu.[...] Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma
diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o
ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do
meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas.
Onde é
que eu... estava com a cabeça, Lopes, de acreditar em contos de fadas?
de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e
as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem
seqüelas, sem registro de ocorrência?Eu nunca amei aquele cara, Lopes.
Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era
amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor,
era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram
dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era
verão. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor."
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